CONFRONTO INDÍGENA NO GUARY
CONFRONTO INDÍGENA NO GUARY
A medida que a colônia alemã de Lomba Grande iniciava em 1825 sua expansão em direção a “mata virgem” (“Urwald”- como os colonos a chamavam) no Guary, foi se deparando com áreas indígenas. E aos problemas inerentes à ocupação do solo e ao desenvolvimento de sua propriedade, o imigrante conviveu com medo ante a ameaça de um ataque de índios, para quem o colono era intruso e devia ser contido.
Cito aqui um caso acontecido com a família do imigrante Jacob Weissheimer, que recém havia chegado em 07 de março de 1826 e tinha se estabelecido em área próxima ao Arroio Guary. Em 10 de abril do mesmo ano, os Weissheimer sofreram um ataque dos bugres (como eram chamados), onde raptaram o filho mais novo - Adam de apenas 9 meses, que foi encontrado no dia seguinte morto em uma trilha na floresta, por um destacamento formado pelo administrador da Colônia. Na época vulgarmente chamados de “bugreiros”, comandados por um capitão, cuja função era perseguir os índios arredios, no sentido de expulsá-los para terras mais distantes. A causa da morte do menino foi a fratura do seu crânio. (Fonte – Livro de Egidio Weissheimer – WEISSHEIMER - História de uma família renana de Westhofen à São Leopoldo).
Não se pode esquecer que em função da colonização da antiga Feitoria do Linho Cânhamo, o índio foi considerado não o legítimo dono da terra, mas sim um intruso. Os índios selvagens e nômades quando verificaram que os brancos estavam usurpando de suas terras, passaram a trata-los como inimigos. Os que ocupavam as terras da Feitoria pertenciam a tribo dos Güianeses, senão os atuais Caingangues.
Este acontecimento narrado nesta crônica, possibilita mostrar os graves conflitos enfrentados por ambas as partes na ocupação das terras, quando da primitiva formação da povoação de Lomba Grande. A memória de um povo também se constrói nas páginas do tempo. Autor – Aurélio Strack.
Neste registro fotográfico compartilho a figura do imigrante Jacob Weissheimer(envolvido no episódio acima), onde dediquei 14 páginas de meu livro “Lomba Grande Conta sua história”, por considerar uma verdadeira obra-prima e, uma contribuição de extraordinário valor histórico para nossa localidade. Vale apena conhecer.
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