TURISMO HISTÓRICO EM LOMBA GRANDE

TURISMO HISTÓRICO EM LOMBA GRANDE

É viável e recomendável um turismo histórico para Lomba Grande? Não hesito em responder “sim” a essa pergunta. Lomba Grande tem uma história e um pioneirismo colonial suficientemente ricos para interessar turistas. Urge que o assunto seja cogitado para que novos enfoques se acrescentem a valorização da nossa cultura local. Duas seriam as medidas para conferir ao turismo local uma dimensão histórica e atrativa:

1º) Criação de um centro histórico como polo turístico e cultural ocupado por pessoas. É isso que defendo para Lomba Grande, pois além de promover o sentimento de pertencimento comunitário, iria garantir soluções que modernizariam a infraestrutura local e devolveriam a população espaços qualificados. O projeto consistiria em revitalizar completamente uma praça (atual Mário Pereira, ao lado do Banrisul), aumentando sua abrangência, construindo um pavilhão (colonial), sem paredes e banheiros, com acessibilidade para o uso de eventos; integrado junto a ela, a revitalização completa da Rua Martin Luther (que faz esquina com a praça), em todo o seu prolongamento até a Igreja Evangélica Luterana e seu peculiar cemitério. Esta rua, foi o primeiro caminho histórico de entrada da Vila de Lomba Grande e a primeira igreja de barro que iniciou sua construção neste local em 1834.

2º) Uma iniciativa local que já foi tema de minha crônica em 29 de agosto de 2025 intitulada – A importância de um memorial para o fortalecimento da identidade cultural de Lomba Grande, onde sugerimos ocupar um espaço na “Escola Meyer” – Casa da Lomba (que está sendo restaurada) para abrigar objetos antigos, documentos, fotografias e livros,com o intuito de preservar nosso patrimônio histórico. Dentro deste espírito, onde“Preparar um futuro melhor passa por ações como conhecer as origens”, este local seria o ponto inicial que completaria o centro histórico de nossa localidade e, fortaleceria o nosso corredor cultural/ turístico.

Acredito que, com a consolidação destas duas proposições,reafirmo minha crença de como se pode potencializar a história como função auxiliar do turismo. Autor – Aurélio Strack.

Neste belo registro fotográfico, vemos o centro de Lomba Grande, no tempo que a rua principal era de chão batido, a esquerda a casa dos Nabinger, que mais tarde veio a ser o Hospital e, logo ao fundo a entrada para o Quilombo.

Imagens