A HISTÓRIA POR TRÁS DO SOBRENOME “MARTINI”

A HISTÓRIA POR TRÁS DO SOBRENOME “MARTINI”

LG Conta sua História, continua a resgatar os capítulos da memória coletiva e documentos das famílias alemãs que povoaram a nossa colônia.

A busca pelas nossas raízes é contínua. Portanto, descobrir documentos antigos e inéditos, que contam um pouco da trajetória histórica de uma dessas famílias, não tão conhecidas, é fascinante. Estou falando dos MARTINI, que se estabeleceram na região de São João do Deserto.

Os livros registram que Johannes MARTINI, chegou na Feitoria em 16/12/1827 com 38 anos, lavrador, católico e viúvo de Anna Catharina FUHR. Casou-se pela 2ª vez com Elisabeth REGNER em 07/01/1829. Ele emigrou com as filhas Ana Katharina de 7 anos, Eleonara de 4 anos e o filho Johann Christoph de 6 anos. Seu nome aparece no recenseamento dos moradores do Sendente e Guary no ano de 1849.  Agora, com 61 anos e casado pela 3ª vez com Anna Maria de 48 anos, residindo junto com os seus filhos Henrique de 18 anos, João de 16 anos, Sophia de 12 anos, Ana Maria de 8 anos, Francisco de 6 anos e Carl de 4 anos, todos nascidos em Lomba Grande.

O desafio foi compilar tantos documentos e selecionar os mais importantes que a família construiu nesta nova terra:

Em 22 de janeiro de 1857 – Translado de escritura de compra de uma meia colônia, situada dentro da fazenda denominada de São João do Deserto no 1º distrito desta cidade (São Leopoldo), efetuado de Pedro Schimitt (vendedor) a João MARTINI FILHO.

Em 15 de abril de 1863 – Recibo de inventário que faz João Martini Filho referente ao falecimento de seu Pai João MARTINI, onde o recebedor que assinou foi Lúcio Schreimer (o mesmo do caso Mucker).

Em 22 de julho de 1872 – Translado de escritura de compra de um pedaço de terras de mato e capoeiras, situado dentro da mesma fazenda de São João do Deserto, feita por Francisco Cornely a João MARTINI.

Em 24 de janeiro de 1897 – Certidão de batismo de Idalino MARTINI, nascido em 12/11/1896, filho de Francisco Fernando MARTINI e Idalina de Jesus, neto paterno de João MARTINI e Clara Cornely. Assinado: Padre Antônio Weber – Capela de São José de Lomba Grande.

Em 30 de junho de 1904, Francisco Fernando MARTINI já pagava 12$000 reis anuais de imposto por ter uma atafona; 6$000 reis de imposto para conservação de estradas; 5$300 reis de imposto por ter uma carreta de chapa nº 999. Em 1929 ele pagou 184$100 reis correspondente a imposto para produção de “aguardente”.

O sobrenome passou a fazer parte da identidade dessa localidade, carregando tradições e histórias que nem sempre foram registradas nos livros. Autor – Aurélio Strack

Observem este interessante e curioso documento “Título de Nomeação” à Francisco Fernando MARTINI, assinado em 1907 pelo Intendente Cel. Guilherme Gaelzer Netto. – Capataz da turma encarregada da compostura da estrada de VIRA MACHADO.

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